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Tabuleiro sistémico com cruz de polaridades: dispor online modelos de quatro quadrantes e escalas

Tabuleiro sistémico com cruz de polaridades: análise da cultura de equipa com várias figuras entre escalas de 0 a 10

Tabuleiro sistémico com cruz de polaridades: dispor online modelos de quatro quadrantes e escalas

Os modelos de quatro quadrantes fazem parte das ferramentas de base no aconselhamento, no coaching e no desenvolvimento de equipas. Quase sempre vivem num diapositivo ou num flipchart: alguém explica as duas dimensões e o grupo acena com a cabeça. O que raramente acontece é os participantes colocarem-se realmente dentro do modelo e olharem a partir dali. Com o novo tabuleiro sistémico com eixos no coachingspace, é exatamente isso que passa a ser possível, na sala virtual em 3D e com todas as figuras que já conhecem do trabalho com constelações.

O que há de novo no tabuleiro sistémico com eixos?

Juntaram-se dois tabuleiros novos. Ambos têm um eixo X e um eixo Y; o segundo tem, além disso, uma fronteira do sistema. Estão disponíveis para escolha ao lado do original segundo Ludewig e Wilken, digitalizado ao milímetro, do tabuleiro redondo e das restantes variantes.

O essencial: os eixos não têm legenda. Não é um descuido, é precisamente a ideia. Colocam cartões de moderação nas extremidades e escrevem neles o que quiserem. Ficam assim com um esquema de quatro quadrantes vazio, no qual cabe qualquer modelo que trabalhe com duas dimensões, e também qualquer pergunta que construam em conjunto com a cliente.

Que modelos podem colocar nos eixos?

A variante mais óbvia: aplicam um modelo com que já trabalham e os participantes situam-se nele.

  • Riemann-Thomann: proximidade e distância num eixo, permanência e mudança no outro

  • Orientação para a tarefa e para as relações: um clássico para questões de liderança e de cultura

  • Importância e urgência: quando se trata de prioridades e dos critérios por trás delas

  • Influência e interesse: o mapa de stakeholders antes de um projeto de mudança

  • Capacidade e vontade: no desenvolvimento de pessoas e no coaching de liderança

  • Esforço e impacto: quando é preciso ordenar uma longa lista de medidas

A diferença em relação ao gráfico está em que ninguém faz uma cruzinha: cada um coloca uma figura que tem uma direção do olhar e que se relaciona com as outras figuras. Quem está no mesmo canto que duas colegas vê-o de imediato.

Como construir eixos próprios a partir da conversa?

Fica mais interessante quando os eixos não vêm do manual, mas da sessão. Em quase todas as conversas surgem dois campos de tensão que se podem nomear, por exemplo «muita responsabilidade» contra «pouca responsabilidade» e «visível» contra «invisível». Ou «tarefas que me dão energia» contra «tarefas que me tiram energia» e «o que os outros esperam de mim» contra «o que eu próprio quero».

O ideal é que seja a própria cliente a escrever nos cartões. Formular os polos já é trabalhar o tema, e os termos ficam depois exatos, porque são dela.

Como usar os eixos como escala de 0 a 10?

Os eixos não têm de representar dois opostos; também podem ser duas escalas. Assim, a clássica pergunta de escala do trabalho focado em soluções pode ser colocada em duas dimensões: até que ponto estou satisfeito com o resultado, e até que ponto com o caminho até lá? Qual o grau de importância, qual o grau de confiança?

Um truque prático: marquem os valores não com cartões, mas com objetos. Num eixo, caixas de 0 a 10; no outro, bolas de 0 a 10, com o tamanho correspondente ao valor. A razão é a terceira dimensão. Na sala virtual, rodam a câmara, e os cartões com texto leem-se mal do lado oposto. A forma, pelo contrário, continua inequívoca. Quem vê uma bola sabe em que eixo está, mesmo a partir da perspetiva interior.

Colocar lado a lado a posição atual e a posição desejada

Assim que a primeira figura está colocada, pode ser duplicada. A cópia vai para onde a cliente gostaria de estar. As duas posições ficam visíveis ao mesmo tempo e, entre elas, há uma distância sobre a qual se pode falar: a que distância está? Que eixo teria de se mover primeiro? O que acontece às outras figuras quando esta se desloca?

Para o trabalho com objetivos, é esta a verdadeira força dos eixos, porque o movimento ganha uma direção e não apenas um «melhor» ou um «mais».

Comparar a autoimagem e a imagem vista pelos outros

Duas figuras para a mesma pessoa: uma para a sua própria avaliação e outra para o lugar onde a cliente julga ser vista pela equipa ou pela chefia. A distância entre as duas é muitas vezes o tema da meia hora seguinte.

Em sessões de equipa, podem inverter o processo: primeiro, cada pessoa posiciona-se a si própria; depois, a equipa posiciona de novo essa mesma pessoa. Isto exige confiança no grupo, mas fornece material a que uma conversa sozinha não chega.

O que traz a perspetiva interior nos eixos?

O passo que sustenta o trabalho é a perspetiva interior. Podem entrar numa figura e ver a sala a partir da posição dela, olhar em redor e rodar a direção do olhar. Quem olha a partir de uma figura que está muito afastada, num canto, vê realmente os outros muito longe. Isso é diferente de ouvir explicá-lo, e é o ponto em que um exercício de ordenação se torna uma constelação.

Exemplo prático: Riemann-Thomann como constelação de equipa

O caso em que mais uso este tabuleiro é Riemann-Thomann no desenvolvimento de equipas. O modelo descreve quatro tendências básicas entre as quais as pessoas se movem, e descreve-as expressamente como tendências numa determinada situação, não como tipos de personalidade. Para o trabalho em equipa, esta é a condição decisiva, porque, de outro modo, rapidamente se chega aos rótulos.

É assim que procedo:

  • Os quatro polos são colocados nas extremidades dos eixos com cartões de moderação: proximidade e distância na horizontal, permanência e mudança na vertical. Antes de alguém colocar uma figura, esclarecemos em conjunto o que estes termos significam concretamente para esta equipa.

  • Cada pessoa escolhe uma figura e posiciona-se a si própria, primeiro sem etiqueta com o nome. Os nomes podem ser mostrados mais tarde, se a equipa o quiser.

  • Olhamos para a imagem em conjunto. Onde há aglomerações, onde está alguém sozinho, que quadrantes estão vazios?

  • Só depois se faz a atribuição, e de forma voluntária. Quem quiser contar porque é que a sua figura está ali, conta.

  • Por fim, passamos à perspetiva interior e olhamos a partir de algumas das figuras.

O que se torna visível é a diversidade da equipa. Quase sempre, as figuras estão mais afastadas umas das outras do que os participantes esperavam. Esta heterogeneidade é, antes de mais, um recurso, porque uma equipa que ocupa os quatro quadrantes consegue lidar com mais situações do que uma que se aperta num canto. Ao mesmo tempo, a imagem explica alguns atritos: quem precisa de muita mudança sente a permanência como estagnação, e quem precisa de permanência sente a mudança como agitação. Ambas as coisas são legítimas, e ambas podem ser nomeadas.

Uma nota sobre a escolha do tabuleiro: para Riemann-Thomann, usem o tabuleiro sem fronteiras. Todos na equipa fazem parte dela; só estão em lugares diferentes.

Para que serve a fronteira do sistema no segundo tabuleiro?

O segundo tabuleiro novo tem, além dos eixos, uma fronteira do sistema. Com ela pode colocar-se uma pergunta que os eixos, sozinhos, não conseguem colocar: quem é que, afinal, faz parte?

Um exemplo da consultoria organizacional. No tabuleiro está uma equipa, posicionada segundo a orientação para a tarefa e para as relações. Fora da fronteira está uma figura que representa o antigo chefe. Foi ele que marcou a forma como esta equipa lida com os erros, quanto controlo é normal e se se diz o que se pensa. Já saiu há muito tempo e, mesmo assim, cada nova colega aprende as regras dele, sem nunca o ter conhecido.

Enquanto ele não estiver no tabuleiro, a equipa fala de um clima que, supostamente, ninguém criou. Assim que ele lá está, fora da fronteira mas visível, é possível fazer perguntas. Sobre o que é que ele ainda decide? O que herdámos dele sem nunca o termos escolhido? O que mantemos porque é bom, e o que mantemos apenas porque sempre foi assim?

Uma fronteira não diz quem tem influência. Diz quem faz parte. Não é a mesma coisa, e é exatamente essa diferença que o tabuleiro torna visível. Não tem de ser um antigo chefe. Pode ser a fundadora, o colega que saiu em conflito, no trabalho com famílias o avô falecido ou um ex-companheiro. Ausente não quer dizer sem efeito. Também aqui a perspetiva interior é a chave, porque, a partir de uma figura da equipa, se vê quem está perto, quem está longe e quem, de fora da fronteira, continua a ter voz.

Como criar o tabuleiro sistémico com eixos

Ao criar o método tabuleiro sistémico, escolhem como habitualmente o nome, o design das figuras, o design do tabuleiro e o ambiente da sala. Os dois tabuleiros novos estão na seleção de designs de tabuleiro. Depois, legendam os eixos com cartões de moderação e decidem se os clientes podem colocar figuras eles próprios.

Para sessões de equipa, duas sugestões da prática: criem um instantâneo assim que a primeira imagem estiver feita, para terem no final os dois estados lado a lado. E reservem tempo para a perspetiva interior, pelo menos dez minutos por cada pessoa que entra numa figura. A mudança de perspetiva precisa de calma; caso contrário, fica-se pela observação.

Perguntas frequentes sobre o tabuleiro sistémico com eixos

Preciso de um modelo específico para os eixos?

Não. Os eixos não têm legenda; os polos definem-nos à vossa escolha com cartões de moderação. Serve qualquer modelo com duas dimensões, e servem igualmente dimensões próprias saídas da conversa.

Também posso usar os eixos como escala?

Sim. Em vez de dois opostos, marcam valores de 0 a 10, de preferência com objetos em vez de cartões, para que a direção continue reconhecível mesmo com a câmara rodada.

Qual é a diferença entre os dois tabuleiros novos?

Ambos têm os mesmos eixos. O segundo tem, além disso, uma fronteira do sistema, o que o torna adequado para questões de pertença. Se todos os participantes fazem naturalmente parte, usem o tabuleiro sem fronteira.

Também funciona com equipas maiores?

Sim, embora o tamanho do grupo limite o anonimato. Numa equipa de cinco pessoas, normalmente percebe-se depressa quem está onde. Falem disso antes, em vez de prometerem um anonimato que, na prática, não existe.

Os clientes podem mover as figuras eles próprios?

Sim. Trabalham ao mesmo tempo na mesma sala, e cada pessoa pode colocar, nomear e deslocar figuras. Para as fases em que só quem conduz a sessão deve trabalhar, a edição pode ser bloqueada temporariamente.

Os eixos também servem para o coaching individual?

Sim. Em vez de membros da equipa, a cliente posiciona aí os seus papéis, as suas opções ou as suas tarefas. Também o trabalho com escalas, por exemplo importância contra confiança, se representa bem nos eixos.

O tabuleiro com eixos tem custos adicionais?

Não. Ambos os tabuleiros fazem parte do método tabuleiro sistémico e estão incluídos no vosso acesso atual.

Experimentem já

Os dois tabuleiros novos estão disponíveis para todos os acessos. Encontram-nos entre os designs de tabuleiro ao criar um novo método e podem usá-los na próxima sessão, sem instalar nada.

Ainda não trabalham com o coachingspace? Então conheçam a plataforma para coaching online, aconselhamento e supervisão na nossa demonstração ao vivo gratuita. Em 90 minutos, guiamo-vos pela sala de aconselhamento virtual, mostramos o tabuleiro sistémico com eixos numa constelação real, incluindo a perspetiva interior, e respondemos às vossas perguntas. Todos os métodos funcionam em conformidade com o RGPD, em servidores na Alemanha.

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